As três centrais hidroeléctricas realizadas nos anos 50/60, próximo da fronteira Portugal - Espanha, no ponto onde o rio Douro entra em território português, constituem claramente um acontecimento excepcional para verificar e investigar a possibilidade de, através de um método de projectação, no qual a Arquitectura se propõe como disciplina orientadora dos múltiplos intervenientes e condicionantes envolvidas no processo, criar novos cenários antropomórficos de grande qualidade.
Contribuir para o conhecimento, recuperação e reabilitação desta importante experiência, que consideramos fundamental para a leitura histórica do capítulo da Arquitectura Moderna Portuguesa, constitui o objectivo da iniciativa expositiva e da presente publicação. Pelos óbvios limites espaciais e económicos, o material exposto e reproduzido representa parcialmente alguns aspectos que consideramos essenciais e significativos.
As exposições de arquitectura, são sempre de difícil realização, porque o objecto está ausente. Os edifícios não se podem expor num museu. Pode apenas expor-se aquilo que os representa, ou seja, esquissos, desenhos, maquetas, pinturas, fotografias. Estes devem ser originais. Mas os originais verdadeiramente ditos, os edifícios, ficam onde estão e portanto para o visitante, ausentes.

COMISSÁRIOS
FÁTIMA FERNANDES E MICHELE CANNATÀ

AUTORES DO PROJECTO DA EXPOSIÇÃO
FÁTIMA FERNANDES E MICHELE CANNATÀ

DESIGNER DA EXPOSIÇÃO
FRANCISCO PROVIDÊNCIA

DESIGNER DO CARTAZ E CONVITE
JOÃO MACHADO

EXECUÇÃO GRÁFICA DO CARTAZ
ROCHA ARTES GRÁFICAS

LOCALIZAÇÃO
ANTIGO TRIBUNAL E CADEIA DA RELAÇÃO DO PORTO. PORTO. PORTUGAL

DATA DE REALIZAÇÃO

1997

PRODUÇÃO
FAUP

CO-FINANCIADA POR
FERDER. FUNDO EUROPEU DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL
PRONORTE. PROGRAMA OPERACIONAL DA CULTURA

COM O APIO DE
ORDEM DOS ARQUITECTOS
CÂMARA MUNICIPAL DO PORTO
CPPE
HIDRORUMO
EDALPRO
ÁGUAS DO DOURO E PAIVA
Exposições e Seminários Comissariados
MODERNO ESCONDIDO