O edifício configura-se como um corpo paralelipipédico articulado entre pátios que adquirem, ao longo do quotidiano da família, diferentes actividades. As entradas automóvel e pedonal fazem-se através do pátio jardim, de carácter mais representativo, que proporciona em contemporâneo o necessário afastamento capaz de proporcionar a intimidade necessária.
O pátio interior é o eixo de distribuição das funções de estar e serviços da casa proporcionando, no quotidiano, uma sala ao ar livre.
A dimensão e forma das aberturas que relacionam o interior com o exterior estão intimamente ligadas com as características e desejos de acontecimentos e sensações que se pretendem activar nos diferentes espaços do habitar.
A articulação em dois níveis garante uma primeira separação entre zona de descanso e zona de estar. Uma área central com pé direito duplo, marcada por uma clarabóia de forma quadrangular, liga directamente os espaços de descanso e de estar, ampliando a dimensão real dos acontecimentos.
Dois terraços que comunicam entre si nos pisos superiores proporcionam o deambular no espaço privado numa estreita relação visual com a paisagem rural que envolve esta parte da habitação.

AUTORES
FÁTIMA FERNANDES E MICHELE CANNATÀ

CLIENTE
CARMELA ELIA

LOCALIZAÇÃO
POLISTENA. ITÁLIA

DATA DE PROJECTO
1991

DATA DE REALIZAÇÃO
1992-1993

CUSTO OBRA
125.000 EUROS



BIBLIOGRAFIA:
Casa Unifamiliare a Polistena in Almanacco dell'Architettura Italiana, Electa. Pag. 143 a 145
Fátima Fernandes in Catálogo "Architettura Contemporanea: un Confronto tra Generazioni", Ed'A Pescara. Pag. 22 e 23
Architeture in Calabria di Cannatà e Fernandes in Giornale dell'ARCHITETTURA, Università di Palermo, Ano IV, nº15. Pag. 9
Intervista a Cannatà e Fernandes in Revista PIRANESI, Giovanni Vragnaz, nº 7/8. pag. 40 a 53
ljubezenski trikotnik in Emzin - revija za kulturo. Dezembro de 1999. Pag. 28 a 35
ljubezenski trikotnik in Hiše - revija za kulturo. Setembro de 2000. Pag 14 a 19
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