Um volume sólido e paralelipipédico e uma sobreposição de terraços empilhados lateralmente caracterizam o lugar para onde o rio Tâmega constitui uma presença sonora que se entrevê por ente a cortina esguia de árvores que lhe ladeiam as margens.
Pretende-se tratar o edifício preexistente como um organismo capaz de fazer prevalecer no tempo os seus traços formais essenciais, garantidos pela autonomia que as diferentes partes, estruturais decorativas e materiais, adquiriram ao longo dos tempos.
A articulação dos níveis internos e das relações espaciais entre os vários ambientes foi sujeita, para além das exigências funcionais, construtivas e de manutenção, a uma filosofia de composição arquitectónica pretendendo proporcionar partes espaciais claramente reconhecíveis.  No sentido de garantir o funcionamento autónomo dos vários grupos funcionais, essencial à nova actividade, a nossa proposta prevê a introdução de um novo volume arquitectónico essencialmente caracterizado pelo elemento escada/elevador, que articula verticalmente todos os níveis interiores e exteriores, partido da cota da rua. Este elemento, alem de garantir a acessibilidade a todos os indivíduos, agrega o conjunto de funções que consideramos estarem mais vocacionadas para o uso directo da cidade.  

AUTORES
FÁTIMA FERNANDES E MICHELE CANNATÀ

COLABORAÇÃO
FILIPE AFONSO
INGRID BARROSO
JAVIER CALO

CLIENTE
CÂMARA MUNICIPAL DE AMARANTE

LOCALIZAÇÃO
AMARANTE. PORTUGAL

DATA DE PROJECTO
2002


 
CASA DA CULTURA E DA JUVENTUDE DE AMARANTE
Projectos