Existiam duas soluções para a ampliação do Museu de Lamego. Anexar um corpo novo onde integrar as funções menos adaptáveis ao corpo preexistente ou construir um novo Museu que integrasse e incorporasse o antigo, mas que construísse uma nova imagem do Museu na Rota Europeia.
Esta segunda opção, finalmente escolhida, faz-nos pensar na solução de uma campânula de vidro colocada sobre uma relíquia.
O elemento determinante na opção projectual é constituído pelo edifício preexistente, que se revela como um elemento arquitectonicamente definido e de grande importância na história urbana da cidade de Lamego.
A arquitectura proposta para o novo Museu de Lamego é constituída por um volume em aço e vidro que se configura como um novo edifício que adquire a função de uma segunda pele de revestimento do actual Museu. Um contentor para melhorar as funções existentes, cerar novos espaços e conservar o edifico existente. Um paralelepípedo com uma base de 78 x 51 metros e uma altura de 18 metros. Uma sobreposição transparente que permite manter a imagem urbana antigo/contemporâneo acrescentando mais valias à arquitectura e ao conjunto urbano da cidade de Lamego.
Os painéis verticais transparentes revelam o perfil do antigo edifício que se preserva intacto no interior, interagindo no movimento acelerado do urbano, como uma mistura inseparável de volumes e acontecimentos.
AUTORES
FÁTIMA FERNANDES E MICHELE CANNATÀ
COLABORAÇÃO
FILIPE AFONSO
INGRIDE BARROSO
JAVIER CALO
FUNDAÇÕES E ESTRUTURAS
LUISA MONTEIRO PERES OLIVEIRA
REDE DE AGUAS E ESGOTOS
LUIS ALBERTO TENTÚGAL VALENTE
INSTALAÇÕES E EQUIPAMENTOS MECÂNICOS
P2E - MANUEL DUARTE SARMENTO
INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS, TELEFÓNICAS, NFORMÁTICA E SEGURANÇA
LIGHTPLAN - FERNANDO SILVA GUSMÃO
CONSULTOR DE SISTEMAS DE SEGURANÇA
CHRISTIAN AOSTIN
INSTALAÇÃO DE ACÚSTICA
LUIS MANUEL CONDE SANTOS
RESPONSAVEL DE ARQUEOLOGIA, CONSERVAÇÃO E RESTAURO
JOSÉ ANTÓNIO PEREIRA
CLIENTE
INSTITUTO PORTUGUÊS DE MUSEUS
LOCALIZAÇÃO
LAMEGO. PORTUGAL
DATA DE PROJECTO
2002
FOTOGRAFIA MAQUETE
JOÃO FERRAND